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Projetos de Pesquisa

  • Publicado: Quinta, 07 Novembro 2019 17:48
  • Última Atualização: Terça, 30 Janeiro 2024 15:00
  • Acessos: 5018

Projetos de Pesquisa da Linha 1: Comunicação, Cultura e Socialidades na Amazônia:

NARRATIVAS, (DE)COLONIALIDADE E INTERCULTURALIDADE NA AMAZÔNIA PARAENSE

Data de Início: 01.03.2022

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Vânia Maria Torres Costa

 Resumo

 Este projeto visa identificar, analisar e refletir criticamente sobre narrativas de e sobre  sujeitos sociais amazônicos.  Interessa-nos entender a Amazônia enquanto lugar de intensos deslocamentos dos mais diversos povos e culturas observando seus movimentos, fluxos, interações e memórias atravessados pelas marcas da colonialidade do poder e do saber. Tais representações aparecem com frequência nas narrativas midiáticas, dos grandes meios de comunicação,  centralizadas no Sudeste do Brasil, que constroem uma Amazônia submissa, vazia, desconhecida e não civilizada. Por outro lado, temos uma produção midiática insurgente que dialoga com os saberes locais e coloca em cena seus protagonistas em processos de decolonialidade, enquanto resistência que descoloniza os processos historicamente construídos de redução do ‘outro’ amazônico. Nessa outra perspectiva, buscamos os próprios sujeitos que produzem ou produziram seus próprios discursos em busca de uma inversão do olhar, que descentra, mostra outros ângulos possíveis, permite a visibilidade aos historicamente invisibilizados, a partir de suas experiências cotidianas e memoráveis, para desconstruir a representação da região no cenário nacional brasileiro, historicamente produzida como subalterna e vitimizada.  São as vozes e textos desses sujeitos  que queremos investigar: sejam as populações originárias, as tradicionais, os imigrantes e seus descendentes, os brincantes da  cultura popular, os artistas, escritores e jornalistas, que produzem narrativas resultantes de suas experiências sociais e culturais em processos  de interculturalidade .  

Academia do Peixe Frito: rebeldia e negritude no Norte do Brasil

Data de Início: 28/05/2016

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Vânia Maria Torres Costa e Prof. Dr. Paulo Jorge Martins Nunes (PPGCLC-UNAMA)

Descrição: Visa pesquisar um grupo lítero cultural com inserções importantes no pensamento republicano brasileiro, a partir da vivência na Amazônia paraense. Trata-se da "Acadêmia Peixe-Frito", uma associação formada por cerca de 13 intelectuais, em sua maioria negros e autodidatas, que interfere no pensamento político, cultural e social da Belém da primeira metade do século XX, mais precisamente nos anos 30. O grupo, liderado pelo poeta e jornalista Bruno de Menezes Costa, auxilia, no sentido de instaurar a modernidade literária e a defesa da negritude no Norte do Brasil. Os "acadêmicos" faziam uma espécie de oposição a intelectuais pequeno-burgueses que se reuniam, à moda parisiense, nos cafés nobres da cidade. Os integrantes da 'Academia' escolheram como espaço de encontro as barracas da feira do Ver-o-Peso, discussão "regada" pela cachaça e pelo peixe-frito. O grupo deixou uma vasta obra literária, compostas por poemas, romances, contos, crônicas, textos jornalísticos, que contribuiu para sedimentar um olhar sobre a cultura amazônica, e sua relação com nacional e o universal, a partir da rebeldia de intelectuais da periferia de Belém.

Cidadania Comunicativa: Lutas por direitos compartilhados na Amazônia

Data de Início: 02/02/2017

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Célia Regina Trindade Chagas Amorim

Descrição: Este projeto centraliza seus esforços na compreensão do processo de constituição da comunicação exercida por sujeitos sócios políticos em processo de lutas emancipatórias na Amazônia, fundamentalmente a periférica. Assim sendo, fazemos uma reflexão a respeito da comunicação dos sujeitos sociopolíticos, como campo privilegiado de vozes e histórias que lutaram e lutam, ao longo do tempo, nas mais diversas regiões da Amazônica periférica, para não serem silenciadas pelo sistema de dominação ancorado no tripé “colonialismo, capitalismo, heteropatriarcado” (Santos, 2006, 2010, 2014). Problematizamos o potencial da comunicação contra-hegemônica na construção e no fortalecimento de uma narrativa que tem como primazia a representação de mundos e saberes/fazeres próprios amazônicos, negados ou considerados inexistentes pelo paradigma ocidental e a contribuição dela no processo da emancipação dos sujeitos e dos territórios da região. O fio condutor é de que a comunicação desses grupos humanos em luta na Amazônia atua com o duplo movimento emancipatório no espaço público local/global: a) contribui para tecer, por meio de uma ecologia amazônica de saberes, alianças solidárias contra-hegemônicas transfronteiriças com potencial para forjar a luta cotidiana pela Amazônia e pela humanização desses sujeitos e, ao mesmo tempo, b) põe em visibilidade a desumanização à qual tais sujeitos estão submetidos pelo sistema neocapitalista, imperial/global, para exigir e reparar direitos. Concede-se atenção ao movimento de grupos sociais e indivíduos em lutas emancipatórias na Amazônia contra o projeto colonialista/capitalista/racista heteropatriarcal e seus impactos perversos nas comunidades, povos originários e tradicionais, quilombolas, dentro outros excluídos do sistema global e imperial que opera na Amazônia, aqui entendida tanto a Amazônia Legal (a brasileira) quanto a internacional ou a Pan Amazônia, composta por nove países da América do Sul: O Brasil, que possui a maior parte do tamanho total da área, Venezuela, Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, a Guiana, a Guiana Francesa e Suriname.

Imagem e cultura na Amazônia: O movimento fotográfico de Belém

Data de Início: 01/08/2019

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Marina Ramos Neves Castro

Descrição: Por meio deste projeto de pesquisa pretendemos buscar uma compreensão do chamado “movimento fotográfico de Belém”, objetivando discutir seus processos socioculturais, comunicacionais, estéticos e políticos e, por meio dessa discussão, refletir sobre a maneira como a fotografia, seja como forma estética, documental ou jornalística, produz socialidades e sociabilidades, constituindo-se como vetor de coesão social e de produção de identidades.

Mídia e Violência: percepções e representações na Amazônia

Data de Início: 01/03/2016

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Alda Cristina da Silva Costa

Descrição: O projeto "Mídia e Violência: percepções e representações na Amazônia" integra um conjunto de pesquisas que tem como finalidade compreender como as pessoas percebem ou "consomem" as narrativas de violência produzidas pelos jornais impressos, programas televisivos de caráter popular ou policial e pelas mídias sociais na Internet na Amazônia. Constata-se que nas narrativas midiáticas construídas há uma exposição demasiada de um discurso imagético negativo, com apelo ao sangue e à morte, esgarçamento da ética, cristalização de uma cultura do medo ou da violência, rótulos, estigmatizações e uma relação de tensão entre sujeitos e instituições. Nesse processo, as narrativas da mídia impressa misturam o factual com o ficcional e através do medo, constroem a ideia compartilhada segundo a qual "o bandido bom é o bandido morto" e que é necessária a intervenção policialesca do Estado, sem permitir a discussão ou reflexão sobre a violência que ocorre na sociedade amazônica. Do mesmo modo, nos programas televisivos é comum ouvir o enunciado "cidade de bem" ou "sociedade de bem", repetido várias vezes pelos apresentadores dos programas de caráter popular, assim como por policiais. Esse enunciado prefigura uma construção ideal, em que tal construção enunciativa se fundamenta sobre o desejo social de proteção fossilizada no cotidiano paraense dos indivíduos que buscam a segurança por suas propriedades: bens materiais em si e a vida. Os programas utilizam com frequência a categorização idealizante de uma sociedade considerada "sociedade de bem", em oposição a uma outra, implicitamente construída por enunciados narrativos como sociedade do mal. Assim, essa representação pode intervir de forma conflitual, ou seja, "é indício de um conflito de apreensões, impossível de ser decidido a não ser pela imposição de um ponto de vista único", conforme escreve Michaud (1978, p.89), ao discutir a noção de violência. O referido projeto de pesquisa objetiva ouvir os sujeitos que "consomem" diariamente as narrativas de violência. Para isso, pretende-se trabalhar com os seguintes atores sociais: os que sofreram diretamente atos violentos, representados pelos integrantes do Movimento pela Vida (Movida); e os receptores dessas narrativas midiáticas de violência, tanto impressas quanto televisivas em Belém (PA), Manaus (AM) e Amapá (AP). O objetivo do projeto é compreender as percepções, representações, usos e apropriações feitos pelos receptores do conteúdo das mídias, considerando que não estão no processo de produção e difusão das narrativas de violência, mas representam, no caso do receptor, a dimensão de repercussão social e simbólica dessas narrativas. Já no caso das vítimas, são consideradas fonte periférica de informação para as narrativas e representam indivíduos afetados pelo fenômeno da violência urbana, que podem dizer mais sobre a realidade do que cabe nas aspas e entrevistas da mídia na Amazônia. As percepções da violência do ponto de vista do fenômeno e da representação guiam nosso olhar para as questões que compõem tanto o cenário midiático da Amazônia quanto a ocorrência da violência na região. Analisamos cenários que se interceptam majoritariamente nos espaços urbanos, em que pesem ligações arquetípicas sobre a região Norte e a Amazônia, cujas construções conduzam a pensar a violência somente a partir dos conflitos agrários, ignorando as mazelas sofridas pela expansão urbana. Trabalhamos assim, com uma Amazônia que requer olhares diferenciados porque, mesmo do ponto de vista do local, apresenta heterogeneidades que se manifestam em contextos, nos quais se devem considerar as especificidades dos fenômenos socioculturais em intersecção com os fenômenos midiáticos. Portanto, nosso olhar tem o foco na região amazônica.

E-mail:
midiaeviolenciaprojeto@gmail.com

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Mídia Real: as encenações da cultura da política e do público na Pan-Amazônia interconectada

Data de Início: 01/07/2019

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Otacílio Amaral Filho

Descrição: O projeto de pesquisa propõe estudar os processos de socialização com base na colonialidade a partir da comunicação tendo a mídia como lugar de articulação com instituições, com as tecnologias de conexão e com a vida das pessoas na perspectiva de projetos coletivos de transformação social. Definimos como eixo de investigação os processos de resistência, pós-resistência e reconhecimento social tendo como aporte teórico o pensamento concordante. Queremos fazer uma cartografia social destes cenários midiáticos e de seus atores na Amazônia e Pan-Amazônia, para mostrar o lócus da mídia em tempo real, a cultura, a política e a ciência no cotidiano das pessoas e das cidades nessa construção midiática no espaço sintetizado por um ambiente que une em um duplo complexo entre a realidade e a sua encenação pela imagem, na perspectiva comunicativa contemporânea entre o colonialismo e o pós-colonialismo. Uma mídia que se ordena por um viés discrepante entre a política e a prática política, que parte tanto do Estado quanto das organizações e empresas privadas, mas que se conecta diretamente a uma nova proposição de gestão de vida dos indivíduos ordenada pelas forças transnacionais do mercado por um modelo requisitado também pelos processos de descolonização como forma impositiva da contemporaneidade. A pesquisa nesta fase, propõe uma inovação epistemológica com a criação de um modelo de cartografia de comunicação criando uma interface interdisciplinar na pesquisa de campo a partir da midiatização e da reprodutibilidade técnica como estratégica determinante nas manifestações da cultura popular e do conceito de pensamento concordante criado nas discussões sobre os espetáculos culturais na Amazônia.

Mídias alternativas na Amazônia

Data de Início: 04/03/2013

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Célia Regina Trindade Chagas Amorim

Descrição: O projeto Mídias Alternativa na Amazônia, o primeiro desta natureza na região Norte, começou suas atividades em junho de 2011 com a proposta de suprir uma importante lacuna, qual seja, a necessidade de se pesquisar o universo de pequenos meios de comunicação importantes no processo de democratização na região. Até o presente momento a equipe do projeto conseguiu mapear 80 jornais alternativos com perfil de resistência à Ditadura Militar (1964-1985) e pós-ditadura militar, número aparentemente irrisório, mas que se constituem de uma memória imprescindível para se entender esta forma de comunicação na Amazônia em um contexto que ainda está por ser escrito. O foco de investigação do projeto Mídias Alternativas na Amazônia está na ocupação territorial da Amazônia pelos militares de 1964, passando pelo período de restabelecimento da democracia, e o novo ambiente multimidiático em rede. A categoria de análise concentra-se no impresso como jornais, boletins e revistas alternativos e sua passagem ou não para o mundo da internet. Em dois anos de pesquisa a equipe do projeto tem apresentado artigos científicos em renomados congressos na área de Comunicação, de caráter regional, nacional e internacional, com a finalidade de fortalecer a Ciência na Amazônia, principalmente dentro da temática em questão. O projeto está vinculado ao Grupo de Pesquisa Mídias Alternativas na Amazônia, com base no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O pensamento de Martin Heidegger e o horizonte da pesquisa em comunicação

Data de Início: 12/02/2018

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro

Descrição: O propósito deste projeto de pesquisa é estabelecer conexões entre a obra do filósofo alemão Martin Heidegger e a pesquisa em Comunicação, indagando sobre os aportes que seu pensamento pode trazer para a consolidação do campo comunicativo. Pretendemos fazer uma reflexão aprofundada, identificando elementos, conceitos, processos e trajetórias reflexivas que ajudem a melhor compreender a natureza e as dinâmicas dos processos comunicativos. O projeto parte da reflexão sobre a fenomenologia e a hermenêutica desenvolvida pelo Prof. Benedito Nunes, marco referencial para os estudos dessas natureza na Universidade Federal do Pará (UFPA) (Cf. Nunes, 1991; 1992; 1993; 2000; 2002; 2007; 2009a; 2009b). Trabalhamos longamente com esse professor, nosso orientador de mestrado, na tradução e interpretação do pensamento de Heidegger e de outros filósofos conexos, como Hans Georg Gadamer, Paul Ricoeur e Jacques Derrida. Posteriormente, ocupando a cadeira de Teoria da Comunicação da UFPA, procuramos desenvolver um diálogo entre o pensamento heideggeriano e as ciências sociais aplicadas, com o objetivo de elaborar um referencial teórico e metodológico que dialogue com a perspectiva ontológica de uma crítica social.

Os espetáculos culturais na Amazônia

Data de Início: 01/11/2013

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Otacílio Amaral Filho

Descrição: O projeto de pesquisa propõe a investigação e compreensão da lógica midiática e espetacular presente em fenômenos culturais na Amazônia. O projeto se situa no tripé temático que abrange a comunicação, a cultura e a Amazônia – temáticas que nomeiam nosso programa de pós-gradução e que enseja nossos esforços de pesquisa, tendo como matriz teórico-conceitual os estudos sobre a Economia Política da Comunicação, a economia das trocas simbólicas (segundo Bourdieu) e os Estudos Culturais. A pesquisa propõe viagens a campo para explorar o universo de cinco espetáculos culturais: Festival do Boi de Parintins (Parintins-AM); Sairé (Santarém-PA); Festival das Tribos de Juruti (Juruti-PA); Ciranda de Manacapuru (Manacapuru-AM) e Flor do Maracujá (Porto Velho-RO). Além de descrevê-los e relacioná-los com áreas de interface, propõe-se realizar uma análise interpretativa dessas expressões culturais. A cultura, nesta abordagem, emerge de recortes dos espetáculos locais, desencaixados para um ambiente global em que tudo se legitima pela grandiosidade da imagem, pela exacerbação de pertencimento e pelo efeito quantitativo da festa e de suas manifestações para uma cultura permanente de consumo em ambientes sociais encenados pela mídia.

Tecendo sentidos entre ruas e redes: jovens, práticas comunicacionais e participação política na Amazônia

Data de Início: 05/03/2018

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª  Drª. Rosaly de Seixas Brito

Descrição: Na década em curso, as ruas de grandes cidades do mundo foram palco de manifestações políticas protagonizadas por jovens. No Brasil, as Jornadas de Junho, em 2013, constituíram um marco muito significativo da retomada das ruas, na esteira de um processo global de reconfiguração do ativismo político e social. Essa reconfiguração também está relacionada ao trânsito/intersecção entre ruas e redes e vice-versa, possibilitado pelas interações em ambientes virtuais. A pesquisa investiga, tomando por base a perspectiva relacional, a ressignificação da política e das formas de engajamento de jovens amazônicos nas questões públicas atualmente e as formas de interação/estratégias comunicacionais por estes adotadas em espaços urbanos e virtuais para projetar suas ações e demandas políticas. O lugar principal de observação é a Região Metropolitana de Belém, no norte do Brasil. Combina a pesquisa bibliográfica e documental com a observação de cunho etnográfico e a realização de grupos focais para compreender a tríade jovens, comunicação e política.

Tipologia das elites paraenses: redes de poder, capital social e cultura política, na Amazônia Paraense, numa perspectiva histórica

Data de Início: 01/07/2019

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Fábio Fonseca de Castro

Descrição: O projeto objetiva realizar um mapeamento tipológico dos grupos sociais que podem ser considerados como fazendo parte, historicamente, no estado do Pará, da elite estadual e, em seguida, compreender as principais dinâmicas de sua cultura política, interpretando suas estratégias de reprodução social e de tipificação simbólica, bem como suas dinâmicas intersubjetivas. Busca-se encontrar elementos para uma compreensão crítica de seu ethos e de sua disposição em conformar redes de poder.

 

Projetos de Pesquisa da Linha 2: Processos Comunicacionais e Midiatização na Amazônia: 

Meios de Comunicação no Pará em perspectiva histórica: entre memórias e sentidos 

Data de Início: 05/01/2021

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Netilia Silva Dos Anjos Seixas

​Descrição: Este projeto se propõe a estudar os meios de comunicação no Pará em perspectiva histórica. Estudo dos meios, estudo nos meios, estudo a partir dos meios. Por meios de comunicação estão sendo compreendidos aqui os impressos (jornais e revistas), o rádio, a televisão e os portais/sites de notícia, quanto a sua estruturação e quanto aos conteúdos veiculados, envolvendo jornalismo, publicidade e propaganda e entretenimento. A proposta é ampla e terá delimitações específicas, assim como definição das metodologias a serem usadas.

Comunicação, Política e Gênero: configurações discursivas das mulheres como sujeitos políticos em diferentes âmbitos comunicacionais

Data de Início: 01/03/2017

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Danila Gentil Rodriguez Cal Lage

Descrição: O objetivo desta pesquisa é compreender como são construídos discursos, identidades e lugares das mulheres na política em três ambientes interacionais: o jornalístico midiático, o militante social e o político formal. Consideramos a perspectiva de âmbitos interacionais porque destaca a importância do contexto na conformação do processo comunicativo (MENDONÇA, 2009). O âmbito jornalístico midiático permite examinar os processos comunicativos num palco de visibilidade ampliada e regido a partir de lógicas jornalísticas, políticas e empresariais; o âmbito militante social, as lógicas e processos comunicativos advindos das próprias organizações e dos movimentos ativistas; e no âmbito político formal, ligado diretamente ao sistema político, podemos analisar os processos de comunicação de mulheres que efetivamente assumiram cargos políticos formais. Discute-se como ponto de partida a utilização das categorias mulheres e gênero. Abordamos o conceito de político de dois modos: como uma categoria temática que qualifica e distingue o quê, quais temas, quais posicionamentos podem ser considerados políticos (MANSBRIDGE, 1999; 2009); e como processo social ligado à circulação do poder político e que diz respeito à atuação na sociedade civil, na esfera pública e no sistema político (HABERMAS, 2003; MAIA, 2008; GOMES, 2008a). Em relação à metodologia, consideramos duas ordens: a da interação (GOFMANN, 1974) e do discurso (FOUCAULT, 1999). Enquanto a primeira considera os modos interativos que caracterizam os âmbitos investigados, a segunda buscar analisar os discursos como fragmentos dispersos, identificar regularidades e reagrupá-los para compreender as regras que os formam (FOUCAULT, 1999). O projeto propõe ainda ações de ensino e extensão a partir dos resultados da pesquisa.

Consumo, Cultura Material e Práticas de Sociabilidade na Comunicação

Data de Início: 01/05/2020

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Manuela do Corral Vieira

Descrição: O projeto tem o intuito de compreender, a partir dos estudos de consumo e da cultura material, as relações de interacionismo entre coisas e sujeitos. As possibilidades das superfícies e das energias vitais das coisas trazem à análise as expressões de ideias, experiências de cenários, contextos e explorações de subjetividades entre sujeitos e coisas, conforme deixam suas marcas, recriam-se conforme passam, estão, existem e também relacionam-se por meio do consumo. Assim, a produção de significações e experiências podem, de diversas maneiras, impactar, perpassar e ultrapassar o social e construir a malha de significados que auxiliam na compreensão das humanidades, inseparáveis de suas (i)materialidades, e no contínuo acontecer e vir a ser das coisas e dos sujeitos.

Figurações da vulnerabilidade: linguagens do sofrimento, políticas do comum

Data de Início: : 27/10/2017

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Leandro Rodrigues Lage

Descrição: O projeto de pesquisa pretende investigar figurações contemporâneas da vulnerabilidade em narrativas, imagens e testemunhos à luz de diferentes abordagens políticas que problematizam a construção do comum, da igualdade e da diferença (J. Rancière; M. Hardt; A. Negri; P. P. Pelbart), que investigam os referenciais éticos e morais de apelos solidários e de conflitos em torno da estima social (L. Chouliaraki; A. Honneth), e que se ocupam das injunções biopolíticas das potências da vida e dos mecanismos de regulação da comoção (M. Foucault; G. Agamben; J. Butler). O objetivo da pesquisa é compreender modos de inscrição e identificação dos sujeitos vulneráveis, estratégias de regulação simbólica da compaixão e da piedade, modos de subjetivação e formas de encenar o sofrimento e a vulnerabilidade dos indivíduos. Busca-se verificar, nessas narrativas, imagens e testemunhos que compõem essas linguagens do sofrimento, modos de construção da solidariedade e possibilidades de (re)configuração do comum. O pano de fundo dessas análises é, por um lado, a preocupação política com as formas de encenação da igualdade e do comum da comunidade subjacentes às linguagens e figurações que se ocupam da vulnerabilidade dos sujeitos; e, por outro lado, a reflexão sobre os processos de identificação e referenciais valorativos intrínsecos aos regimes estéticos e discursivos marcados pela instrumentalização do outro.

Jornalismo Transmídia – características e concepções em busca de um conceito

Data de Início: 01/05/2017

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Elaide da Cunha Martins

Descrição: Este projeto é um desdobramento da pesquisa intitulada “Apropriações da narrativa transmídia pelo jornalismo: novas relações, formatos e processos produtivos”. Durante dois anos, perseguimos alguns objetivos e metas que, cada vez mais, nos abriram novos horizontes e possiblidades de pesquisa. Como objetivo geral, no primeiro projeto, buscamos identificar manifestações da cultura da convergência e as formas de apropriações da narrativa transmídia pelo jornalismo, a fim de contribuir com a produção científica do campo da comunicação. Como objetivos específicos, buscamos reconhecer e identificar tais manifestações e princípios da narrativa transmídia em produtos jornalísticos de natureza multiplataforma, tanto no âmbito nacional quanto regional, além de discutir e refletir sobre as transformações que o uso dessa narrativa vem provocando nas práticas e no perfil do profissional de jornalismo. Consequentemente, as discussões e reflexões, feitas no grupo de estudos do projeto, sobre essas questões, nos levaram a desdobramentos e ampliações da pesquisa, fazendo-nos deparar com a necessidade de construir um conceito de jornalismo transmídia, cujo desafio constitui-se o objetivo central da presente proposta.

Levantes amazônicos: dimensões estéticas e políticas das imagens da resistência

Data de Início: 01/02/2019

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Leandro Rodrigues Lage

Descrição: Este projeto de pesquisa tem como objetivo investigar as dimensões estéticas e políticas das imagens de levantes contemporâneos ocorridos na Amazônia em seu trabalho de dar forma visível aos afetos da indignação, da convicção, do desejo e das demais emoções e sentimentos que animam essas insurreições. Trata-se, portanto, de uma pesquisa animada e interessada pela indignação, palavra que designa um estado de espírito frente a experiências intoleráveis, uma reação emocional ante a indignidade, um sentimento que impele à resistência. Em nosso "tempo sombrio", para usarmos termo caro a H. Arendt, em que vicejam as violências, intolerâncias, injustiças e corrupções, a sobrevivência da experiência parece depender como nunca da sobrevivência das imagens, esses "vaga-lumes" que, segundo G. Didi-Huberman, materializam nada menos do que as resistências do corpo e do pensamento diante das ofuscantes luzes do poder e da política. É, precisamente, essa sobrevivência da indignação em imagens da resistência que nos interessa. Nosso objetivo é compreender o modo como imagens de diferentes regimes de visibilidade, tais como o fotojornalismo e a arte, articulam, poética e esteticamente, as emoções e sentimentos da indignação e da revolta, revelando, assim, uma dimensão potencialmente política que lhes é intrínseca. Por levante ou sublevação entendemos não apenas a literalidade do termo naquilo que ele indica como revolta que se concretiza no espaço público, mas também naquilo que a palavra oferece como metáfora da potência dos corpos e da resistência dos desejos. Sobretudo o desejo de escapar de condições de opressão e de sujeição, como define Didi-Huberman. Para isso, propõe-se a recolher e organizar imagens de levantes ocorridos na Amazônia a partir de diferentes formas expressivas visuais, oriundas de regimes de visibilidade como o jornalismo, as redes sociais online e o campo das produções artísticas contemporâneas. Adota-se, nesse sentido, o procedimento de montagem como operação metodológica inspirada nos modelos de investigação e reflexão sobre as imagens empreendidos por teóricos como A. Warburg, W. Benjamin e Didi-Huberman. Nosso enfoque recai sobre os afetos, isto é, sobre o modo como determinadas imagens preservam e expressam os sentimentos de indignação que catalisam as insurgências, dando ensejo às seguintes indagações: Como certas imagens são capazes de dar forma visível ao pathos da indignação? De que maneiras elas manifestam os desejos de emancipação? Assim, em vez de buscar os rastros do real na suposta transparência das imagens, o que procuramos investigar nelas são aquilo que Warburg chamava de "fórmulas de pathos", algo como estados de espírito transformados em imagem, ou como cargas afetivo-emocionais que as imagens comportam e carregam entre si. Assim, o que se busca nessas imagens não é apenas o regresso do mundo sob a forma visual. É, sobretudo, o regresso dos indivíduos que se inscrevem no visível dançando e sonhando vencer, mesmo carregando nas costas o chumbo do mundo, como diria Didi-Huberman. A partir daí, procura-se em diferentes matrizes teóricas injunções para a análise das experiências visuais e das montagens realizadas entre as imagens naquilo que elas podem revelar sobre as potencialidades políticas dessas formas expressivas, na esteira de autores como J. Rancière. Por fim, pretende-se analisar o conjunto das imagens de levantes ocorridos na Amazônia em sua articulação possível com imaginários da resistência, explorando a historicidade dessas formas expressivas e suas conexões simbólicas e culturais.

Mídia, debate público e negociações de sentidos sobre o trabalho doméstico

Data de Início: 30/06/2015

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Profª Drª Danila Gentil Rodriguez Cal Lage

Descrição: Partindo da perspectiva relacional da Comunicação e das teorias deliberativas que abordam as relações entre mídia e debate público, este projeto tem como objetivo analisar como as construções discursivas no cenário midiático jornalístico e ficcional sobre patroas e trabalhadoras domésticas alimentam processos de debate sobre o assunto e quais as reverberações desse processo nas teias simbólica e social das relações de poder na qual essas mulheres se inserem e estão inseridas. Como contexto sociopolítico, partimos das discussões sobre a PEC das Domésticas, como ficou conhecida a Proposta de Emenda Constitucional 66/2012 que buscava ampliar os direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil, e situamos nosso lugar de investigação na Região Norte do país, onde há um forte cenário de violações de direitos dessas trabalhadoras, de modo mais específico na Região Metropolitana de Belém (Pará). Em relação ao recorte metodológico, destacamos três eixos de observação e análise: (1) telenovelas, com objetivo de investigar os principais elementos da representação de patroas e empregadas antes e depois da mudança de legislação; (2) análise do debate midiático sobre a PEC das Domésticas nos dois principais jornais paraenses (Diário do Pará e O Liberal); (3) análise da interação entre os discursos midiáticos (ficção televisiva e jornalismo) e patroas e empregadas domésticas apreendida por meio de grupos focais.

Monitoramento ambiental da qualidade da água da cidade de Macapá através de sensores com tecnologia open source

Data de Início: 31/10/2016

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof Dr Walter Teixeira Lima Junior

​Descrição: A Rede InfoAmazonia (http://rede.infoamazonia.org/) possui sistema de sensores de monitoramento ambiental de baixo custo que beneficia as comunidades na Amazônia brasileira. O sensor e sistema (open source) desenvolvidos pela equipe da Rede e parceiros é capaz de medir parâmetros básicos de qualidade d'água (condutividade elétrica, PH, Potencial de Oxidação, Temperatura e temperatura do sensor) e enviar alertas aos consumidores. A Universidade Federal do Amapá, através do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais, faz parte da Rede que envolve outras instituições e universidades federais. A Rede continda na plataforma InfoAmazonia, lançada em 2012, que tem como objetivo agregar notícias e dados georeferenciados, utilizando mapas para contextualizar as informações sobre os principais temas dos 9 estados da região Amazônica. A intenção é criar dialogo entre informações científicas e jornalísticas para propiciar ao público elementos sobre o impacto do desenvolvimento no ecossistema amazônico.

publiCIDADE(S) como marca(s) midiática(s) de consumo

Data de Início: 01/06/2019

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof. Dr. Luiz Cezar Silva dos Santos

Descrição: O projeto de pesquisa apresentado tem por finalidade estudar a(s) cidade(s) como fenômeno histórico, como espaço urbano, como signo de consumo e como processo midiático, tendo-as como produtora(s) de sentido(s) e de imagens que circulam nos e pelos espaços urbanos como locús de investigação dos múltiplos fenômenos e seus processos socioculturais e políticos, suas representações midiáticas e interpretativas da e pela comunicação. Ao investigar por meio das representações socioculturais, políticas, estéticas e comunicacionais que circulam no(s) espaço(s) urbano(s), busca-se pensar os modos como tais fenômenos delimitam o(s) espaço(s) real(is) e imaginário(s) e condicionam a geração de sentidos na(s) cidade(s), tendo por base as atividades da Publicidade e da Propaganda como referências midiáticas de investigação dos diversos e múltiplos fenômenos de consumo e de comunicação na contemporaneidade. Estudar o espaço urbano como fenômeno midiático na construção do lugar de pertencimento histórico, cultural, social e político a partir das narrativas publicitárias, tendo como locús principal as cidades como espaços territoriais urbanos, em especial as cidades localizadas na região amazônica. Visto que a própria Amazônia é um espaço territorial (re)conhecido como uma “marca” na concepção contemporânea de marketing sobre gestão de marca.

LUPA NH: formação de inteligência social hiperlocal

Data de Início: 2017

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof Dr Walter Teixeira Lima Junior

Descrição: O projeto experimental visa a elaboração de arcabouço teórico interdisciplinar e, por intermédio de tecnologias digitais conectadas, a criação e utilização de aplicativo para telefones celulares (App), estabelecendo a configuração de um ambiente comunicacional (conversação) e de deliberação para a formação de inteligência social hiperlocal. O objetivo principal é a formação de uma esfera pública interconectada, composta pela “coesão coletiva” e pelo processo comunitário de deliberação. A instituição de um ambiente participativo por meio das tecnologias de comunicação conectadas fornece “poder” à comunidade, influenciando a tomada de decisões locais de forma colaborativa, o envolvimento cívico, a coprodução e o compartilhamento de informação com o fim de resolver os graves problemas sociais da região. Para isso, foi escolhido o espaço geográfico delimitado da comunidade de Novo Horizonte (Macapá/AP), contando com o envolvimento de professores e alunos da Escola Estadual Raimunda dos Passos Santos.  Dividido em etapas, o projeto visa a colaboração, na inserção de dados hiperlocais e produção de conteúdo jornalístico com o viés cívico/cidadão por estudantes, moradores, frequentadores da região, abastecendo bases de dados locais, através de aplicativo customizado para dispositivos móveis, possibilitando a criação de banco de dados com informações sobre infraestrutura nas seguintes áreas: água potável; coleta e tratamento de esgoto; iluminação pública; calçadas; asfalto; limpeza urbana. O projeto já consolidou a fase do arcabouço conceitual, desenvolveu o Aplicativo LUPA NH, versão 1.0, realizou aplicação piloto com os alunos e professores da escola estadual na inserção de dados geolocalizados sobre a infraestrutura do bairro e produziu oficinas para os alunos (Fundamentos do Jornalismo; Redação Jornalística; Fotojornalismo; Radiojornalismo; Telejornalismo; Convergência Midiática), para que possam construir os seus próprios conteúdos tendo como base os dados coletados. O projeto encontra-se agora na fase de evolução tecnológica do Aplicativo LUPA NH, para que possa incorporar outras funcionalidades futuras, como as de inteligência computacional.

SITE: http://www.tecccog.net/index.php/projeto-lupa-nh/

Sistemas Cognitivos Artificiais: máquinas computacionais com viés cognitivo

Data de Início: 01/01/2019

Situação do Projeto: EM ANDAMENTO

Responsável: Prof Dr Walter Teixeira Lima Junior

Descrição: A partir do arcabouço fornecido por pesquisa fundamental/básica/pura, no campo da interação ser humano-máquina computacional, será realizada pesquisa experimental com o objetivo de modelar Sistema Cognitivo Artificial, em plataforma robótica, com a finalidade de obter dados estruturados de idosos com sintomas de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), que auxiliará no diagnóstico a ser produzido por profissionais da área de Saúde (Médicos, Enfermeiros, Psicólogos) sobre o estágio cognitivo do usuário em algumas das suas funções cognitivas, memória episódica, memória de trabalho e/ou performance funcional.

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